quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Copo Quase Cheio.

Primeiramente quero agradecer os emails e mensagens enviadas. Muito obrigado. No dia 21 de janeiro largamos exatamente as 8:00h na BR135, na minha equipe de apoio estavam o Enrico e Fabião, que seriam responsáveis de me encontrar nas cidades por onde a trilha do caminho da fé atravessam, lá eles preparariam minha alimentação que estava toda anotada em uma planilha e reabasteceriam a minha mochila de hidratação conforme a planilha de alimentação. A estratégia era começar em um ritmo muito leve a primeira parte, e conclui a primeira parte exatamente nas 3 horas pré determinado. Nesse primeiro trecho tive o prazer de ser acompanhado pelas ultramaratonistas: Fabíola (companheira de treinos) Maria Ritah e Hedy. A primeira cidade de alimentação e parada foi Águas da Prata, lá permaneci por aproximadamente 10 minutos e parti para o temido pico do Gavião, o Pico do Gavião é o ponto mais alto da prova e trata-se de um trecho de aclive que atingimos uma altitude de 1700m. Cheguei ao Pico muito confiante, pois apesar da subida íngreme e muito técnica completei sem sobressaltos, lá permaneci por mais 10 minutos me alimentei com um misto quente (na lanchonete do pico) e comecei a descida até a cidade de Andradas. Na cidade de Andradas já no final do dia, me alimentei com macarrão e descansei por aproximadamente 30 minutos onde seguiria para a longa subida da Serra dos Lima, subi a Serra dos Lima muito confiante e cheguei ao cume no início da noite, onde já havíamos rodado aproximadamente 80 km de prova. Lá no alto fui submetido a uma pesagem, apesar do enorme calor que fez durante o dia, consegui me alimentar e principalmente me hidratar muito bem, e o resultado foi que até essa altura da prova havia perdido apenas 600 gramas. Permaneci no Alto da Serra por aproximadamente 15 minutos e comecei a descida, seis quilômetros mais tarde estava na cidade de Barra e lá comecei a sentir uma leve dor no joelho esquerdo. Nessa altura eu acompanhava dois americanos o Marty e a Sheryl que eram escoltados pela ultra Pacer Jaqueline, aproveitei a carona e segui com eles até Crisólia, em Crisólia já tínhamos 100km de prova e as dores no joelho estavam muito forte, e ali pensei em desistir, chegando lá apliquei gelo no joelho e tentei descansar e me alimentar, descansei por quase uma hora e meia e saí para um trecho curto de 7 km. Esse trecho foi muito difícil pois não conseguia nem apoiar a planta do pé no chão, e chegando em Ouro Fino na metade do percurso, parei por mais 1hora e meia para aplicar mais gelo e antinflamtórios em gel. Tomei coragem e segui para mais um trecho de 10 km, dessa vez tive a companhia da Ultramaratonista de Campinas a Raimunda, nesse trecho troquei o calçado e segui com o crocs, consegui fazer esse trecho sem dores (imagino que seja efeito do tratamento feito em Ouro Fino) e cheguei a cidade de Inconfidentes sem sobresaltos. Parei em Inconfidente por aproximadamente 10 minutos para tomar um banho e segui para um trecho de 20 km até Borda da Mata, porém na metade do percurso as dores voltaram de forma cruel, e nessa altura era quase impossível fazer as descidas, e tinha que caminhar em ritmo muito lento, isso fez que esse trecho durasse uma eternidade, e as dores só pioravam, quase no final do trecho parei por cerca de 30 minutos, avaliei a situação com calma e razão e achei melhor desistir da prova. Desistir de uma prova sempre é uma decisão dura, porém sempre tento colocar a saúde na frente, essa com certeza não será a minha última prova, e no momento prefiro não pensar no que faltou, mas sim no que eu fiz. O copo estava quase cheio. Ano que vem eu completo. Quero agradecer muito aos meus apoios: Fabião e Enrico Aos amigos e apoios indiretos: Nilton, Fabiana e Rubão Aos Ultras: Jaba, Edson, Wagner, Maria Rita, Fabíola, Hedy, Raimunda, Sheryl e Marty pela companhia em trechos da prova. As equipes da Top Nocth e do Jaba. A minha família: Meus pais, minhas irmãs, meu cunhado e meus sobrinhos Todos que mandaram lindas mensagens. Ao meu treinador Branca e a equipe Branca Esportes E é claro sempre a Paty. Eu no começo. Maria Rita Fabíola e Hedy Fabião , Eu e Enrico Videos do Caminho
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Chegando a Hora

Amanhã (21/01) largarei as 8:00h para encarar o maior desafio esportivo de toda a minha vida. Amanhã vou encarar os 217 km da BR135.
Quase um ano, que estou me preparando para isso, muitos treinos e muito trabalho psicológico. O dia enfim está chegando.
Muitos acreditam que a distancia e o desafio é grande demais para ser percorrido. Eu já acredito que nenhum desafio é demais, se nos empenharmos em um bom planejamento e uma boa estratégia. A vida não é para aventureiros, que encaram desafios sem pensar nas conseqüências, devemos sempre analisar os riscos e planejar, e aí sim encarar o desafio.
Faço porque posso, faço porque me preparei para isso, completar a prova ou não é uma conseqüência, mas tenho comigo o seguinte mantra: “FAÇO PORQUE POSSO!”.
Caros amigos e família, eu estou pronto e estou feliz, levo comigo um aprendizado de toda uma vida para cada metro, e com isso sei que estarei muito bem acompanhado nesse percurso que não por acaso chama-se caminho da fé.
Vou com fé.